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É comum vermos nas feiras livres uma dupla de senhores com suas violas cantando de improviso sobre qualquer tema. Esses cantadores de improviso são chamados de repentistas, autênticos poetas do improviso.
Não se sabe ao certo a origem dos cantadores de viola, também conhecidos, no país, principalmente no Nordeste, como repentistas. Nem mesmo o famoso folclorista Potiguar Luís da Câmara Cascudo, indiscutivelmente, o maior pesquisador do folclore nordestino, chegou a uma conclusão, sendo dele estas palavras: “Não conheço documentação sertaneja anterior ao século 18”.
Os repentistas brasileiros, com sua capacidade de improvisar, surgiram nos primeiros anos do século 19, segundo registros constantes nos anais pesquisados pelos historiadores. O que se presume dos repentistas, autênticos desafiantes, é de haverem surgido em terras europeias, para muitos na Grécia, embora não haja comprovação historiográfica dessa afirmativa, apesar do próprio Luiz da Câmara Cascudo haver admitido essa possibilidade. Tão controversas são as hipóteses que alguns historiadores admitem uma ilação dos cantadores nordestinos do Brasil com os trovadores de Provença , na França. Outros concluem pelo surgimento em Portugal, bem como há hipóteses de haver sofrido influência dos árabes.
Nas exibições públicas, os violeiros nordestinos, nos seus desafios, tocam e cantam de improviso (repente) prosas e versos, geralmente com acompanhamentos musicais, que podem ser tanto o violão como o pandeiro ou rabeca, porém, preferencialmente, a viola.
Na cabine “Seu Repente”, escolha um repentista, ele improvisa primeiramente uma cantoria, em seguida, toca a viola para você poder tirar seus versos. Para ajudá-lo, há várias palavras nas paredes rimando, sua desenvoltura é gravada e pode ser enviada para o seu e-mail.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
🕮 CASCUDO, Luís da Câmara (1898-1986). Vaqueiros e Cantadores. São Paulo: Editora Global, 2005. 357p. [Edição original: 1939].
