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Descrição
Eis uma história de luta
acontecida no norte
nela ver-se um sertanejo
corajoso, bravo e forte
em defesa de uma moça
enfrentar a própria morte
Rosalvo era moço forte
Que nunca temeu nada
Residia no sertão
Na fazenda anunciada
Enfrentava todo azar
Topava qualquer parada
Por hora eu deixo Rosalvo
Tranqüilo no seu lugar
Para falar num sujeito
Que vivia a brigar
Roubar e fazer bagunça
Beber caxaça e matar
O tal era Pedro Roque
Conhecido por Caveira
Órfão de pai e de mãe
Só tinha uma irma solteira
Era a moça mais bonita
De toda aquela ribeira
Essa moça era Glorinha
Tão linda como uma flor
Porém vivia em domínio
Daquele irmão malfeitor
Sofria prisioneira
Sem ter direito ao amor
Enquanto a pobre pensava
Alguém na porta bateu
E pediu um copo d´água
Ela prontamente deu
Vamos ver depois da água
O que foi que aconteceu
Assim que Rosalvo ouviu
A história de Glorinha
Lhe disse penalizado:
- a sua sorte é mesquinha
Faz pena você sofrer
Neste deserto sozinha
Se você tiver coragem
De sair deste tormento
Vamos para minha casa
Lá finda seu sofrimento
Depois seremos unidos
Nos laços do casamento
Rosalvo abraçou a moça
Igual um alucinado
Ela também abraçou-o
Deu-lhe um beijo apaixonado
Nisso alguém gritou atraz:
Solte minha irmã, safado
E partiu com um punhal
Do tanhamo de um espeto
Rosalvo disse: Bandido
Eu hoje aqui o derreto
Deu-lhe um soco ele caiu
Estalando o esqueleto
Quando caiu espetou-se
Com seu próprio punhal
Morreu no mesmo momento
Sua sorte foi fatal
Assim cumpriu-se o provérbio
Quem planta o mal colhe o mal
Findou-se assim o Caveira
Indo encontrar com a morte
Rosalvo junto a Glorinha
Marcharam a favor da sorte
Insistiram mais venceram
No final reconheceram
O quanto o destino é forte.
O Heroísmo de um Sertanejo

