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Descrição
Que libere a inspiração
Que abre todo o portão
Para que eu possa escrever
Pois o assunto em questão
Que quero falar sem prosa
É a vida e obra de Josa,
O vaqueiro do Sertão.
Um sergipano afamado
Como um grande sanfoneiro
Homem de bom coração
Humilde e verdadeiro
Que nasceu pobre e honrado (12.03.1929)
E logo foi batizado
José Grigoric Ribeiro.
Natural de Simão Dias
Povoado Jacaré
Onde o sertanejo é forte
Seja “home” ou “mulé”,
Sua mãe Joana Ribeiro
Fez de Josa um guerreiro
Que sempre lutou com fé.
Ainda era rapaz moço
Quando encarou a lida
De montar cavalo brabo
Pra poder ganhar a vida
Nas caatingas do sertão
Nasceu então um vaqueirão
De carreira destemida.
No Distrito Federal
Que era o Rio de Janeiro
Na polícia militar
Sargento foi o vaqueiro
Na banda ele tocava
E ali já ensaiava
Ser um grande sanfoneiro.
Só instrumento de sopro
Na época ele tocava
Mas na rua Uruguaiana,
No Rio, ele andava
Lá comprou um acordeon (1958)
Pra descobrir o seu dom
E seguir a sua estrada.
Quando voltou pra Sergipe
Era Josa, o sanfoneiro
Com Gavião na zabumba
E Carcará triangueiro
Saía pelo estado
Tocando pra todo lado
Forró era o ano inteiro.
Pra recordar sua terra
O seu amado torrão,
Quando foi cantar num rádio
Cheio de recordação,
4 chocalhos comprou
E o locutor consagrou
“O vaqueiro do sertão”.
Era “Manhã Sertaneja”
Um programa aplaudido,
Locutor Carlito Melo
Que era mais conhecido
Por Caboclo Jeremias
Tendo o povo todos dias
Com o rádio no ouvido.
Nesse dia o vaqueiro
Cobriu-se de emoção
E cantou para todo o povo
Entragando o coração
O seu forró pé-de-serra
Lembrando a sua terra
E a sua tradição.
Passou então a ser Josa
O vaqueiro do sertão,
Sanfoneiro e locutor
Dum programa campeão,
Que ao povo agradava
E todo mundo falava
Por tudo que é região.
Por Gilmar Santana Ferreira

