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Nas últimas décadas do século XX, segmentos tradicionais da economia sergipana, como o cultivo do arroz e da laranja, sofreram revezes conjunturais e estruturais. A migração em direção à capital esvaziou muitos municípios. Desprovidos de condições para sobrevivência, os remanescentes, principalmente as mulheres, investiram na produção artesanal como forma de garantir a renda familiar.
A prática da cestaria, herança indígena e africana, utiliza como matéria-prima a palha de espécies nativas da região: Cipó, taquara, junco, ouricuri e pindoba são dobradas pelas hábeis mãos das artesãs sergipanas e transformadas em balaios, cestas, bolsas, chapéus, esteiras e vassouras, além de muitas outras peças de caráter utilitário e decorativo.
A produção sergipana de palhas concentra-se nos municípios de Pirambu, Brejo Grande e Pacatuba, em razão da fartura de matérias-primas, garantindo a renda de centenas de famílias.
1. Bolsa de palha de taboa trançada;
2. Palha de taboa (Japaratuba);
3. Arupemba/Peneira;
4. Palha de ouricuri/pindoba (Neópolis);
5. Chapéu de palha da ouricurizeira;
6. Abano de pindoba.
