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Descrição
A expressão quilombo nos faz lembrar, nos jogos de memórias, um conjunto de sentidos, significados e sentimentos, variando de acordo com a relação da visão de mundo e de existir de quem pretende decodificá-lo.
Como um mosaico de cores, tons, sons, cheiros, saberes e sabores, quilombo agrega em si uma condição de ser, de existir no mundo. Quilombo é lugar de memórias, saberes, fazeres, cantares, dançares, corpos afrografados, lugar percussivo de sonoridades de pretas e pretos atlânticos.
Assim, suas Zefas, Nadir, Nazaré, Xifronese, Izaltina, Gressí, seus Wellington, Robério, Clesivaldo, Chicão, Luiz Bomfim, Saralvo, entre outros, lideram comunidades que do corpo e do contato com a terra ou através de tamancos de madeira, produzem sons e sonoridades corporais.
Com suas mãos produzem artesanatos, benzem, curam, fazem partos, selecionam e armazenam sementes crioulas, cultuam e celebram os santos católicos e os ancestrais originários da terra e africanos, neste lugar ancestral, de música, sonoridades, narrativas e tramas.
Tear ancestral rural/urbano, que com fios de memórias e lembranças, tece em suas “artesanias”, os falares, as cores e os ritmos da gente sergipana.
Texto elaborado pelo Prof. Dr. em Educação Fernando Aguiar
Sugestão de Leitura
NASCIMENTO, Beatriz (1942-1995). Alex Ratts. (Org.). Uma história feita por mãos negras: Relações raciais, quilombos e movimentos. 1ª Edição. Rio de Janeiro: Zahar, 2021. 271p.
