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Quando recorremos a uma rezadeira para tirar um olhado, quebranto ou buscamos ervas para um chá ou um banho a fim de curar dores e doenças, não podemos esquecer que estamos nos apropriando dos saberes indígenas que vêm da mata e da cultura desses povos originários.
No artesanato do colar de sementes; no cuidado com as penas do cocar e todo seu simbolismo; nos desenhos presentes na Maraca, cujo chacoalhar traz a força da ancestralidade do Toré; na dedicação ao modo de fazer vasos de cerâmica, cestos de palhas e tantas outras peças. Em tudo isso estão presentes os saberes tradicionais da herança indígena, que precisam ser conhecidos, preservados e fortalecidos.
Em Sergipe, no século anterior, os indígenas da etnia Xokó, em Porto da Folha, conseguiram conquistar a reintegração de posse da Ilha de São Pedro. Na atualidade, a etnia Fulkaxó tem feito o mesmo caminho para acomodação em terras sergipanas, formando um novo aldeamento no Município de Pacatuba.
Texto elaborado pela Mestre em História Carine Pinto
Sugestão de Leitura
JÚNIOR, Avelar Araújo Santos. Terra Xokó: Um espaço como expressão de um povo. Aracaju: Editora Diário Oficial, 2011. 166p.; 21 cm.
