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Descrição
Comum nos engenhos nordestinos, essa dança de roda, de ascendência africana, esteve presente nos engenhos ao longo do período colonial. Os escravos costumavam dançar durante o descanso do trabalho no canavial, oportunidade em que transmitiam informações entre eles enquanto brincavam. Já nos quilombos, a dança acontecia no momento em que os negros se reuniam para descascar o coco, cuja coconha era utilizada na culinária. Um dos principais passos do Samba de Coco é a Umbigada, que determina a escolha de um brincante para ocupar o centro da roda. Homens, mulheres e crianças participam do Coco, agitado pelo sapateado e o bater das palmas e puxados pelo Tirador ou Coqueiro, que responde os versos improvisados apresentados em quadras, sextilhas e décimas. Os brincantes se vestem com roupas de tecidos estampados, as mulheres desfilam suas saias rodadas nos rodopios sob a marcação da cuíca, do pandeiro, do ganzá, do bombo, dos chocalhos, das maracas e da zabumba. Para ajudar na marcação do ritmo, todos usam tamancos de madeira batidos no chão de forma cadenciada e forte. São encontrados grupos na maioria dos municípios sergipanos, a exemplo de Aracaju, da Barra dos Coqueiros, de Itaporanga D’Ajuda, de Lagarto, de Japoatã, de Nossa Senhora do Socorro, de Santo Amaro das Brotas e de São Cristóvão.
FONTE CONSULTADA:
Projeto Largo da Gente Sergipana: novo cartão postal de Aracaju. Instituto Banese, 2014.
SUGESTÃO DE LEITURA:
🕮 ALENCAR, Aglaé D’Ávila Fontes. Danças e Folguedos: Iniciação ao folclore Sergipano. Desenhos de Cláudia Endlein, Fotos de Marcel Nauer. Aracaju: Secretaria de estado da Educação do Desporto e Lazer, 1998. 320p.
Anexos
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Adobe Express - Samba de coco

