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Descrição
Originadas nos palácios europeus, notadamente da França do século XVIII, essa dança coletiva, animava os salões da aristocracia. Com a chegada da Família Real e da Corte Portuguesa ao Brasil, em 1808, os nobres e famílias ricas, passaram a desfilar nos salões do Rio de Janeiro, bailando passos da quadrille, como chamava os franceses. No final do século XIX, a quadrilha foi gradativamente adquirindo características populares, e quando levada ao campo, incorporou elementos próprios da linguagem e do modo de vestir do caipira. Do início do século passado até meados da década de noventa, as quadrilhas evidenciavam a simplicidade do povo do interior nordestino, embora mantivesse a identificação dos passos da dança em um aportuguesado francês. Atualmente, as quadrilhas apresentam uma sofisticação e demandam um nível de organização profissional, funcionando como um espaço social de lazer para a comunidade de origem. Os trajes característicos como as roupas de chita e sandálias de couro, para as mulheres, e as camisas e calças coloridas para os homens, acompanhadas pela jabiraca, a botina e o chapéu de palha, foram substituídos por trajes adulterados, com adereços visualmente atraentes. Mas a presença da zabumba acompanhando a dança, ainda é obrigatória. Os personagens também evoluíram. Além do Marcador, do Padre, do Casal de Noivos, do Delegado, do Pai da Noiva, outras figuras como os Cangaceiros integram o grupo. Muitas são as quadrilhas sergipanas, com destaque regional e nacional, vencedores de várias competições, constituídas por um número de sessenta a oitenta componentes. A definição da coreografia, os ensaios e a confecção dos figurinos, demandam meses de trabalho e ocupam um significativo volume de uma mão de obra, cada vez mais técnica e profissional. Muitos espaços foram criados por todo o Estado para garantir as quadrilhas a oportunidade de realizar suas apresentações. Ao longo das últimas décadas, na praça Fausto Cardoso, na rua de Siriri, no Arraiá do Arranca Unha no Centro de Criatividade, no Arraiá da rua Riachão, no Gonzagão, no Forrocaju e no Arraiá do Povo na Orla de Atalaia, além dos grandes eventos juninos realizados em todos os municípios sergipanos.
FONTES CONSULTADAS:
🕮 ALENCAR, Aglaé D’Ávila Fontes. Danças e Folguedos: Iniciação ao folclore Sergipano. Desenhos de Cláudia Endlein, Fotos de Marcel Nauer. Aracaju: Secretaria de estado da Educação do Desporto e Lazer, 1998. 320p.
Projeto Largo da Gente Sergipana: novo cartão postal de Aracaju. Instituto Banese, 2014.
Anexos
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Adobe Express - Quadrilha Junina

