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Descrição
A Deus ofereço a alma
Corpo vida e coração
E o povo brasileiro
Com toda satisfação
Ofereço meu serviço
Na paz ou no reboliço
Quero é salvar a nação
Muitas vezes vos falei
Dizendo com precisão
O que fiz pelo Brasil
Durante minha gestão
Com fé e perseverança
E como tenho em lembrança
Vou dar outra explicação
Na Revolução de trinta
No Catete me empossei
Como chefe do governo
Quinze anos já passei
Sendo que em trinta e setembro
Afiei o canivete
Os comelões derrotei
E tratei de proteger
A causa do operário
Não possuía direitos
E tinha pouco salário
Além do pouco ordenado
Vivia todo humilhado
Feito o pior “salafrário”
Eu criei o Sindicato
E fiz a Lei do Trabalho
Limitei em oito horas
Sem haver qualquer encalho
Sendo mais o operário
Recebe o extraordinário
Ali não tem atrapalho
Criei o salário mínimo
Fiz a caixa de pensão
O abono da família
Para quem tem precisão
Protegi a classe pobre
Dei um acouxo no nobre
Sem dar nem satisfação
Entrei no militarismo
Botei tudo quanto tinha
Aparelhei a exército
Reconstrui a Marinha
Criei a aviação
Com esforço e proteção
Deixando em primeira linha
Criei uma grande fábrica
De fabricar aviões
Construi vários açudes
P´ra melhorar os sertões
Fiz navios de quantidade
As toneladas em verdade
Foram mais de 10 milhões
Preparei um grande exército
E mostrei ao alemão
Que o brasileiro é homem
Até dibaixo do chão
Defendi nossa bandeira
Terra imune brasileira
Trouxe a vitória na mão
E esta minha mensagem
Escrita por seu sobrinho
Poeta que não vacila
Nem tira o pé do caminho
Com ele não tem canceira
Tudo é chão não há ladeira
Quem for meu compre um versinho.
Por Manoel Pereira Sobrinho

