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Sou Nortista Sergipano
Que saí do meu estado
Com destino a São Paulo
Por que fui bem informado
Que São Paulo é terra rica
Sempre tem bom resultado
Quando cheguei em São Paulo
Tudo me admirou
Aqueles prédios tão altos
A estação do metrô
Disse em meu coração
É a maior invenção
Que o cientista inventou
Tive em Congonha e Cumbica
E não vou esquecer deles
Fiquei muito admirado
Vê uns aviões daqueles
Qualquer uma criatura
Que não gostar de altura
Tive também lá em Santos
Pra conhecer o navio
Ao descer aquelas serras
Sentiu até calafrio
A brisa fresca passando
Aquele carro rodando
Beirando aquele baixio
Sofri também em São Paulo
Por não gostar de galinha
Mesmo em casas de parentes
Com fartura que tinha
Carne arroz e feijão
Salada com macarrão
Mas me faltava a farinha
E sergipano sem farinha
É como amor sem beijo
É um sertão sem qualhada
Como presunto sem queijo
Um jogador sem chuteira
Motorista sem carteira
E praia sem caranguejo
Mas isto não vai fazer
Deixar São Paulo esquecido
O tempo que ali passei
Foi muito bem divertido
E eu digo pra vocês
Quando eu for outra vez
Só quero ir prevenido
Arrumo minha bagagem
E não vou deixar de fora
Levo um saco de farinha
Isto ninguém ignora
Passo uns dias por lá
Quando a farinha acabar
Desarrumo e venho embora.
Por Zezé de Boquim

