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PARTE I
Vou versar mais um folheto
Com base e inspiração
Sobre Antônio Conselheiro
Um beato do sertão
Que tinha um sonho na mente
Brotando no coração.
Antônio Vicente Mendes
Auto-didato e caixeiro
Um honrado cearense
Que traçou o seu roteiro
De cumprir sua missão
Com propósito verdadeiro.
Veio pro sertão baiano
Em Monte Santo chegou
Vestido numa batina
A barba não mais cortou
Com uma bíblia e um cajado
Nessa região ficou.
Dizia: Eu vim trazer a paz
Para os mal-aventurados
Disse um dia a um reporte;
- Meus planos são acertados
Libertar os sertanejos
Do poder dos potentados.
O coronel sertanejo
É quem mais explora o pobre
Que vive como um escravo
Sem pão, sem roupa e sem cobre
Sempre debaixo dos pés
Do povo chamado nobre.
Lutar pela liberdade
Contra o latifundiário
Ali não deveria haver
Patrão e nem operário
Lutar pela igualdade
Estava no seu diário.
Nosso Antônio Conselheiro
Indo em Canudos ficar
Contraria os fazendeiros
E ali começa a pregar
Mostrando o grande futuro
Daquele imenso lugar.
Um povo pobre e carente
Que outrora era massacrado
Pelos fazendeiros maus
Lutando sem resultado
Agora ali em Canudos
Ia viver descansado.
Assim aquele arraial
Num Razo da Catarina
Crescia rapidamente
E o povo nessa rotina
Via o bom Conselheiro
Uma pessoa divina.
Pois ninguém pagava imposto
Nem trabalhava alugado
Cada um tinha seu rancho
E seu pequeno roçado
Donde tirava o sustento
Sem a ninguém ser pesado.
Por João Firmino Cabral e Ronaldo Dória Dantas
Anexos
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03-ANTONIO CONSELHEIRO-PARTE-II (1)

